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Saúde do sono
Por Integrare em 15/10/2025

Você sabia que o ronco pode ser um sinal de alerta para os idosos?

Entre os idosos, o ronco merece atenção especial, pois pode estar associado a doenças respiratórias, cardíacas e até neurológicas.

O ronco é muitas vezes tratado como algo comum ou até motivo de brincadeira, mas quando se torna frequente, ele pode indicar que algo não vai bem com a saúde. Entre os idosos, o ronco merece atenção especial, pois pode estar associado a doenças respiratórias, cardíacas e até neurológicas.

Entender o que o ronco representa e quando ele exige avaliação médica é essencial para garantir noites de sono mais seguras e qualidade de vida na terceira idade.

Por que o ronco acontece

O ronco é o som produzido pela vibração das estruturas da garganta durante a passagem do ar. Ele ocorre quando há um estreitamento das vias respiratórias, o que faz com que o ar encontre resistência ao entrar e sair dos pulmões.

Com o envelhecimento, os músculos da garganta e da língua tendem a perder tônus, tornando o canal respiratório mais estreito. Além disso, o acúmulo de tecido na região do pescoço, alterações hormonais e o uso de certos medicamentos também podem contribuir para o aparecimento do ronco.

Embora o ronco ocasional possa não representar um risco, o problema surge quando ele se torna persistente e intenso, interrompendo o sono do idoso e de quem convive com ele.

Quando o ronco é um sinal de alerta

O ronco constante pode ser um sintoma de apneia obstrutiva do sono, uma condição em que a respiração para temporariamente durante o sono. Essas pausas podem durar alguns segundos e se repetir várias vezes por hora, reduzindo a oxigenação do corpo e sobrecarregando o sistema cardiovascular.

Estudos mostram que cerca de 30% dos adultos com mais de 65 anos apresentam algum grau de apneia do sono. De acordo com a American Academy of Sleep Medicine (AASM), a apneia aumenta o risco de hipertensão, arritmia, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Ronco alto e contínuo.
  • Pausas respiratórias observadas por outra pessoa.
  • Despertares súbitos com sensação de falta de ar.
  • Sonolência excessiva durante o dia.
  • Dores de cabeça matinais e dificuldade de concentração.

Esses sintomas indicam que o ronco pode estar comprometendo o descanso e afetando diretamente a saúde geral do idoso.

Consequências da apneia do sono para os idosos

Além do cansaço e da sonolência diurna, a apneia e o ronco crônico podem provocar uma série de consequências sérias. A privação de sono afeta a memória, o humor e o raciocínio, aumentando o risco de quedas e acidentes domésticos.

O baixo nível de oxigênio durante a noite também sobrecarrega o coração e pode agravar doenças pré-existentes, como hipertensão e insuficiência cardíaca. Há evidências de que o sono fragmentado contribui para o declínio cognitivo, sendo um fator de risco para demências como o Alzheimer.

Por isso, quando o ronco é persistente, é importante investigar suas causas com um especialista, especialmente se o idoso já apresenta outros problemas de saúde.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da apneia do sono é feito por meio da polissonografia, um exame que avalia a respiração, a oxigenação e as fases do sono. A partir dos resultados, o médico pode identificar o grau do distúrbio e indicar o tratamento mais adequado.

As opções de tratamento variam conforme a gravidade e as causas do problema. Mudanças no estilo de vida, como controle do peso, evitar o consumo de álcool e dormir de lado, podem ajudar em casos leves. Já nos casos moderados e graves, o uso do CPAP, aparelho que mantém as vias aéreas abertas durante o sono, é o tratamento mais eficaz.

Também é fundamental revisar medicamentos e condições que possam estar contribuindo para o ronco, além de manter acompanhamento médico regular.

Cuidar do sono é cuidar da saúde. Por isso, se o ronco passou a fazer parte das noites do seu familiar, não ignore. Um simples sintoma pode ser o primeiro passo para garantir mais qualidade de vida, segurança e bem-estar na terceira idade.
 

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